Patologias do tecido cartilaginoso
Artrose

A artrose é degeneração da articulação que pode ser causada pelo envelhecimento ou traumatismo e gera sintomas como dor nas juntas e dificuldade em realizar movimentos com a articulação afetada. Apesar de poder afetar qualquer articulação, é mais comum o diagnóstico da:
- Artrose na coluna: Gera sintomas como dor nas costas que dificultam a vida cotidiana;
- Artrose no joelho: Gera sintomas como dor nos joelhos e pode haver falta de força nas pernas;
- Artrose no quadril: Gera sintomas como dor no quadril que é percebida principalmente quando o indivíduo caminha;
- Artrose no ombro: Gera sintomas como dor no ombro que pode afetar também o pescoço.
Seja qual for a artrose que o indivíduo possui, seu tratamento deve ser orientado por um médico e um fisioterapeuta.
Sintomas da Artrose
Os sintomas da artrose incluem:
- Dor na articulação afetada;
- Dificuldade em movimentar esta articulação e
- A articulação pode estar aparentemente deformada.
Causas da Artrose
As causas da artrose podem ser:
- Desgaste natural das articulações devido ao excesso de uso, envelhecimento ou desgaste causado pela prática de exercícios intensos;
- Excesso de peso: Aumenta a dor principalmente nas articulações das pernas e da coluna lombar;
- Uso repetitivo, tanto no trabalho como ao praticar atividade física;
- Alterações hormonais: Acontece com maior frequência em mulheres após a menopausa;
- Articulações frouxas: Pessoas muito flexíveis como as atletas de ginástica rítmica, por exemplo;
- Traumatismo: Fraturas, torções ou pancada direta sobre a articulação.
A artrose pode ocorrer em qualquer idade mas é mais comum após os 50 anos de idade.
Diagnóstico da artrose
Para o diagnóstico da artrose deve-se observar os sintomas que o indivíduo apresenta e o médico poderá solicitar um raio-x ou ressonância magnética da articulação.
Tratamento para Artrose
O tratamento para a artrose pode ser feito com a toma de remédios anti-inflamatórios, analgésicos, fisioterapia, exercícios e em alguns casos hidroterapia, que vão ajudar a emagrecer, a diminuir a dor e o inchaço e aumentar a qualidade de vida do paciente. O tratamento deverá ser realizado diariamente até que se obtenha o resultado esperado.
Prognóstico da Artrose
A artrose é uma doença degenerativa, crônica, que por isso não possui um bom prognóstico. Apesar das opções de tratamento conseguirem tornar a destruição total da articulação mais distante, a tendência é a doença piorar com o tempo. Porém pode-se prorrogar ao máximo o bom funcionamento da articulação afetada através de um tratamento adequado e de formas de prevenção de lesões.
A artrose pode causar o afastamento do trabalho do indivíduo se as suas funções trabalhísticas forem comprometidas pela doença.
Fisioterapia para Artrose
A fisioterapia para artrose consiste no uso de aparelhos como tens, fes, ultra-som e laser, por exemplo, para ajudara diminuir a inflamação, facilitar a cicatrização e controlar a dor. Os exercícios de fortalecimento muscular devem ser iniciados assim que a dor diminuir para poupar a articulação.
Pacientes obesos devem ser orientados a emagrecer e é importante que todos sejam submetidos à reeducação postural global para melhorar a postura e assim diminuir as compensações e dores geradas pela má postura relacionada à artrose.
Caso o tratamento convencional não seja suficiente e o paciente permaneça com dor, a colocação de uma prótese articular deve ser ponderada.
Tratamento Natural para Artrose
Uma boa opção de tratamento natural para completar no tratamento médico e fisioterapêutico da artrose é o óleo de fígado de bacalhau. Este pode ser comprado em forma de cápsulas e possui propriedades anti-infamatórias, analgésicas e ajuda a cartilagem danificada a recuperar-se. Basta tomar 1 cápsula por dia.
Prevenção da Artrose
Em relação à prevenção da artrose, orienta-se:
- Evitar o excesso de peso;
- Manter uma boa postura corporal;
- Não levar muito peso;
- Evitar exercícios repetitivos;
- Não realizar qualquer tipo de trabalha que seja necessário usar muita força.
Indivíduos com familiares com artrose devem ter especial atenção em relação a estas dicas pelo risco acrescido que possuem em desenvolver a artrose.
Artrite

A artrite é uma inflamação articular que gera sintomas como dor, deformidade e dificuldade no movimento, que ainda não tem cura. Em geral seu tratamento é feito com a toma de medicamentos, fisioterapia e exercícios, mas em alguns casos pode-se recorrer à cirurgia.
Ela pode ser causada por um traumatismo, excesso de peso, alimentação, desgaste natural da articulação ou devido a uma alteração no sistema imune de indivíduos pré dispostos a tal, e pode ser classificada como a artrite reumatóide, artrite séptica, artrite psoriática, artrite gotosa (gota) ou artrite reativa, dependendo da sua causa.
Sintomas de artrite

Os sintomas da artrite são:
- Dor nas articulações afetadas;
- Inchaço nas articulações afetadas;
- Vermelhidão na articulação afetada;
- Leve aumento da temperatura na região afetada;
- Dificuldade em realizar movimentos com o membro afetado;
- Deformidade nas articulações afetadas, numa fase mais avançada da doença;
- Dificuldade em iniciar o movimento com a articulação afetada;
- Rigidez matinal que pode perdurar de 15 minutos a 2 horas no caso da artrite reumatóide.
Estes sintomas podem surgir em indivíduos de qualquer idade, inclusive crianças e é muito comum que mais de uma articulação seja afetada ao mesmo tempo. A artrite é uma das doenças inflamatórias crônicas mais comuns em mulheres, obesos e em indivíduos com mais de 70 anos de idade. Embora alguns tipos sejam mais comuns em homens, como é o caso da artrite gotosa, por exemplo.
Cura da artrite
A cura definitiva da artrite ainda não foi descoberta, mas o indivíduo pode recorrer a diversas formas de tratamentos para a artrite sempre que ela tornar-se dolorosa e comprometer suas atividades diárias.
Para trazer alívio da dor e melhora da capacidade de movimentos recomenda-se uma alimentação cuidada, onde bebe-se bastante água e evita-se o consumo exagerado dealimentos ricos em proteína; a toma de medicamentos antiinflamatórios, imunosupressores, receitados pelo médico reumatologista e a fisioterapia. A cirurgia para a colocação de uma prótese articular pode em muitos casos representar a cura da artrite naquela articulação, como ocorre na artrite séptica, por exemplo.
Diagnóstico da artrite
Para diagnosticar a artrite o médico ortopedista ou fisioterapeuta poderão além de observar os sinais clínicos da doença como a deformidade articular, as características inflamatórias e ouvir as queixas do paciente, pedir um exame de raio-x para comprovar o inchaço local e a deformidade articular. Em alguns casos a avaliação laboratorial do faore reumatóide pode ser útil, mas nem sempre é necessária. Para o diagnóstico da artrite séptica a punção do líquido sinovial da articulação afetada é indispensável.
Causas da artrite
O desgaste natural da articulação é uma das causas mais comuns da artrite, mas esta doença também pode ser causada pelo excesso de peso, superuso, idade, traumatismo direto ou indireto, fator genético e devido a fungos, bactérias ou vírus que através da corrente sanguínea instalam-se na articulação gerando o processo inflamatório, que se não for revertido à tempo, pode levar à completa destruição da articulção e consequente perda da função.
Tipos de artrite
A artrite é subdividida em:
Artrite reumatóide
A artrite reumatóide é uma doença auto-imune que causa dor e deformidade articular progressiva e permanente, se não for tratada adequadamente, mas que ainda não tem cura. Seu tratamento é feito com a toma de antiinflamatórios não hormonais e corticóides como a Prednisona, por exemplo.
Se o fator reumatóide for positivo, indica-se a utilização de medicamentos como: Metotrexato; Sulfassalazina; Leflunomida; Difosfato de cloroquina ou Sais de ouro, ou as drogas biológicas como: Adalimumabe; Rituximabe; Abatacepte ou Tocilizumabe. Os imunosupressores também podem ser utilizados no tratamento da artrite reumatóide, alguns exemplos são: Azatioprina; Ciclofosfamida ou Cicloposrina. Além disso indica-se fisioterapia e terapia ocupacional.
Artrite Septica
A artrite séptica é uma inflamação que ocorre numa única articulação que é causada pela presença de microorganismos como fungos e bactérias, cuja causa mais comum é a presença do Staphylococcus Aureus. Deve ser tratada o quanto antes para evitar sérias consequências como perda da função da articulação.
Ela é mais comum no quadril, mas pode ocorrer nos joelhos, ombro ou tornozelo. Geralmente seu diagnóstico é feito através da punção do líquido sinovial entre os 5 e os 15 anos de idade.
Artrite psoriática
Na artrite psoriática ocorre inflamação e destruição articular em indivíduos com psoríase, em média após 10 anos deste diagnóstico. Como tratamento medicamentoso indica-se a toma de antiinflamatórios não esteróides como a aspirina, Iboprofeno, Naproxen ou Diclofenaco. Prednisona, Folex ou Rheumatrex também podem ser utilizados. A fisioterapia é sempre indicada e nos casos mais graves pode-se recorrer à cirurgia.
Artrite gotosa
A artrite gotosa também chamada de gota é uma inflamação articular causada pela presença de cristais de ácido úrico nas articulações afetadas, devido ao consumo exagerado de proteínas ou devido ao consumo exagerado de cerveja ou de outras bebidas alcólicas, que atinge especialmente homens com doença cardiovascular instalada.
Seu tratamento é feito com dieta, fisioterapia e a toma de medicamentos como Alopurinol ou Febuxoxtato. Prednisona e Ibuprofeno também podem ser utilizados no combate à artrite gotosa, assim como a fisioterapia para controlar a inflamação e a dor.
Artrite idiopática
A artrite idiopática também é chamada de artrite reumatóide juvenil pois afeta crianças e adolescentes, e sua causa ainda é desconhecida. Ela afeta não só nas articulações mas também em outros órgãos, podendo haver comprometimento do coração e dos pulmões. Seu tratamento é feito com a toma de antiinflamtórios, imunosupressores, drogas biológicas, fisioterapia, terapia ocupacional e atividade física. Por vezes pode ser necessária cirurgia para correção das deformidades e suporte psicológico.
Tratamento para artrite
O tratamento para a artrite visa basicamente aliviar os sintomas da doença e melhorar sua função, porque o desgaste articular não pode ser totalmente revertido. Para tal pode-se recorrer a toma de medicamentos como analgésicos, antiinflamatórios e imunosupressores e mudanças no estilo de vida, onde preoconiza-se evitar esforços físicos.
Quando o indivíduo queixar-se de dor e de dificuldade nos movimentos recomenda-se a fisioterapia e nos casos mais graves pode ser necessária uma infiltração com corticóides na articulação para um efeito analgésico e antiinflamatório imediato. A prática de exercícios como natação, hidroginástica e Pilates também é indicada pois ajudam no combate à inflamação e no fortalecimento muscular.
Contudo, se o médico achar que a articulação está muito desgastada e se não houver outros inconvenientes, ele poderá sugerir que se faça uma cirurgia para a colocação de uma prótese no local da articulação afetada. Uma das articulações que mais têm indicação cirúrgica é a do quadril, e em seguida, a do joelho.
Osteoartrite

Osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. As mais atingidas são as articulações das mãos, joelhos, coxofemurais e da coluna.
Um dos sinais da enfermidade é o aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso em uma ou mais articulações.
Osteoartrite é a mais comum das doenças reumáticas que se manifesta em ambos os sexos. A intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade.
Causas
Em boa parte dos casos, não se conhecem as causas da osteoartrite primária ou idiopática, mas sabe-se que obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como o nosso futebol e o futebol americano são fatores de risco para doença.
Já os quadros de osteoartrite secundária instalam-se como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo.
Sintomas
Os sintomas da osteoartrite podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos. O mais importante é a dor nas articulações, que costuma ser de instalação insidiosa e aumentar de intensidade no decorrer dos anos. Caracteristicamente, nas fases iniciais da doença, ela surge com o movimento e vai embora com o repouso.
Enrijecimento e diminuição da mobilidade articular estão também entre os sinais possíveis da osteoartrite.
Tratamento
Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite, mas o condicionamento físico através de exercícios aeróbicos é uma medida importante para controle dos sintomas.
Na verdade, o principal objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dor ou limitações de movimento. Para tanto, a indicação de analgésicos é útil, embora sua ação seja pouco duradoura. Já o uso de
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) deve restringir-se à eventualidade de instalar-se um quadro inflamatório no local.
Em casos selecionados, o tratamento é cirúrgico. As intervenções mais frequentes são: artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese), artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna), osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada) e osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através da secção de partes ósseas).
Recomendações
* Repousar por algum tempo durante o dia e depois de atividades que solicitem a articulação acometida pela osteoartrite;
* Adotar uma postura cuidadosa ao sentar-se, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem as articulações;
* Evitar atividades que promovam impactos repetitivos e carregar pesos;
* Usar sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio;
* Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade às articulações;
* Controlar o ganho de peso;
* Usar bengala ou andadores; certamente esses objetos lhe darão maior independência de locomoção;
* Utilizar sempre os corrimãos das escadas e as alças de apoio no banheiro.
Patologias do tecido Conjuntivo propriamente dito
ESCLERODERMIA
Esclerodermia é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, ligada a fatores autoimunes. Sua principal característica é o endurecimento (esclero) da pele (dermia), que se torna mais espessa, brilhante e escura nas áreas afetadas.
A enfermidade é mais frequente nas mulheres e pode ser classificada em esclerodermia localizada, ou em placas, e esclerodermia sistêmica.
A localizada é mais comum em crianças. As lesões aparecem em pequenas áreas da epiderme e nos tecidos abaixo delas. De acordo com o aspecto, é chamada de morféa (manchas) ou linear (em faixas). Raramente evolui para a esclerose sistêmica.
Na forma sistêmica, a doença agride não só a pele, mas também os pulmões, rins, esôfago, vasos sanguíneos, articulações, estruturas nas quais pode provocar fibrose.
Não se conhece a causa dessa doença considerada reumatologia, que não é contagiosa nem hereditária, apesar de terem sido registrados casos em pessoas da mesma família. Existem hipóteses sem confirmação de que alguns fatores, como temperatura baixa, estresse, exposição a produtos químicos e a toxinas resultantes de infecção por vírus e bactérias possam desencadear o processo.
Sintomas
Geralmente, as primeiras alterações se manifestam pelas alterações de temperatura (fenômeno de Raynaud). As mãos e os pés ficam muito frios, os dedos inchados, pálidos e arroxeados, porque os vasos sanguíneos se contraem. Quando a circulação é restabelecida, eles ficam bem vermelhos antes de voltar à cor normal.
Dor e rigidez nas articulações, aranhas vasculares, feridas nas pontas dos dedos e depósitos de cálcio na pele podem ser outros sintomas iniciais da doença.
Na esclerodermia sistêmica, a formação de tecido fibroso e cicatricial nos vasos, coração, rins, esôfago e pulmões, por exemplo, acarreta perturbações gástricas, respiratórias, cardiovasculares e hipertensão.
Diagnóstico
Como os sintomas são comuns a várias doenças do tecido conjuntivo, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, que se baseia no levantamento da história do paciente, na avaliação clínica e no exame de sangue para detectar a presença dos autoanticorpos típicos da doença.
Tratamento
O tratamento varia segundo as características específicas do tipo de esclerodermia. Via de regra, está voltado para o controle da inflamação, alívio dos sintomas e para retardar a evolução da doença. Em alguns casos, são indicados os seguintes medicamentos: anti-inflamatórios não esteroides (aines), penicilamina, corticosteroides e imunossupressores como o metotrexate.
Entretanto há casos em que a medicação conhecida não demonstra eficácia e não é usada.
Fisioterapia e uso tópico de produtos para a pele são recursos terapêuticos importante
Dermatomiosite
A dermatomiosite é uma doença do tecido conjuntivo caracterizada por alterações de índole inflamatória nos músculos, que perdem a sua potência e capacidade de contração, embora em alguns casos também possa afetar a pele.
Causas
A origem da dermatomiosite ainda não é exatamente conhecida, mas pensa-se que pode estar relacionada com um problema de natureza autoimune. De acordo com esta teoria, algumas células do sistema imunitário, do tipo linfócitos, são alvo de uma ativação anômala, que propicia a sua acumulação nos músculos, gerando uma relação inflamatória e a elaboração de anticorpos que atacam os componentes dos núcleos das células, como se fossem elementos estranhos ao organismo. Embora não se conheça a causa desta ativação anômala das células imunitárias, pensa-se que pode ser desencadeada por uma infecção viral, apesar de esta teoria ainda não ter sido comprovada. Para, além disso, considera-se que pode existir certa predisposição genética para se sofrer da doença, tendo em conta que é mais frequente entre os membros de algumas famílias do que na população em geral, embora ainda não tenha sido possível estabelecer um padrão hereditário que confirme esta sensibilidade.
Existe uma reduzida percentagem de casos em que se verifica uma relação entre o aparecimento de dermatomiosite e a existência de um cancro, sobretudo do pulmão ou do estômago, nos homens, e da mama ou do ovário, nas mulheres. Apesar de o mecanismo causador ainda ser desconhecido, pensa-se que a dermatomiosite pode ser uma das manifestações de uma síndrome para neoplásica. Esta última consiste numa série de sinais e sintomas provocados direta ou indiretamente pelas alterações metabólicas, hormonais, neurológicas e outras, associadas aos tumores malignos.
Manifestações
A doença pode evidenciar-se de várias formas, algumas vezes subitamente, com sinais e sintomas, tais como febre elevada, debilidade muscular e dores nas articulações; noutros casos, pode surgir de forma pouco notória, com problemas pouco específicos, tais como cansaço e debilidade, que se vão evidenciando de forma progressiva à medida que as alterações próprias da doença se vão desenvolvendo.
As manifestações mais comuns, normalmente as principais, correspondem aos problemas musculares, nos quais costumam serem atacados vários grupos musculares concretos, primeiro os da pélvis e da coxa e, depois, os dos ombros e dos braços. Os músculos afetados encontram-se débeis e dolorosos, provocando uma incapacidade funcional que, em casos mais graves, chega a impedir a realização das atividades habituais. Muitas vezes, o problema é acompanhado de dores e inflamação das articulações dos membros, sobretudo das mãos, pulsos e joelhos, o que dificulta bastante a realização de movimentos.
As manifestações cutâneas, nem sempre presentes, correspondem a uma tumefação da pele, que em alguns sectores pode adotar uma coloração vermelha ou violeta, enquanto que noutros tem tendência para descamar. Embora as lesões eruptivas, na maioria dos casos, apenas afetem o rosto, nomeadamente ao nível das pálpebras e à volta dos olhos, por vezes, também se manifestam no pescoço, no tronco, nos braços e nas pernas. Por vezes, a doença provoca uma típica erupção cutânea dos cotovelos, joelhos e tornozelos.
Os órgãos internos também costumam ser afetados nas fases mais avançadas da doença. A complicação mais habitual é a perturbação da musculatura da faringe e do esôfago, o que dificulta bastante a deglutição. Caso o tubo digestivo seja afetado, provoca dores abdominais e vômitos. Nos casos graves, são igualmente afetados alguns órgãos, tais como o coração, os rins e os pulmões, com diversas alterações na sua funcionalidade.
Tratamento
Não existe um tratamento específico eficaz para curar a doença, mas existem vários recursos terapêuticos, como é o caso dos potentes anti-inflamatórios e dos corticoides, normalmente em doses elevadas e durante períodos prolongados, bem como dos imunossupressores, que combatem a atividade anômala do sistema imunitário responsável pela doença, diminuindo as dores e, muitas vezes, travando a sua progressão. É preciso salientar que este tratamento complexo, devido ao fato de os medicamentos utilizados terem inúmeros efeitos adversos, embora consiga controlar a manifestação dos sinais e sintomas numa elevada percentagem dos casos, não consegue a cura total da doença, nem evita o desenvolvimento de sequelas. A fisioterapia, nomeadamente através da realização regular de exercícios programados pelo especialista consoante os diferentes casos, é muito importante para a prevenção de sequelas permanentes, como as retrações musculares e a rigidez articular.
Por outro lado, quando a dermatomiosite está relacionada com a existência de um cancro, o oportuno e adequado tratamento do mesmo, através de cirurgia, de quimioterapia e de radioterapia, propicia o desaparecimento dos sinais e sintomas.
Prognóstico
A pesar de a dermatomiosite ser considerada, na maioria dos casos, uma doença potencialmente grave, o seu prognóstico pode variar consideravelmente de caso para caso. De fato, existem inúmeros pacientes em que a doença tem uma evolução muito lenta e apresenta uma escassa progressão dos sinais e sintomas, enquanto que em alguns casos obtém-se a cura espontânea ao fim de alguns anos. De qualquer forma, cerca de 15 a 20% dos pacientes apresentam uma evolução desfavorável, nomeadamente quando a patologia está relacionada com um cancro, dado que o agravamento progressivo do estado geral costuma provocar a morte do paciente ao fim de alguns meses ou poucos anos após o diagnóstico, devido às complicações infecciosas, respiratórias ou cardíacas. Atualmente não existem parâmetros eficazes para prever, consoante os casos, a evolução do problema, nem a sua resposta ao tratamento.
Diagnóstico
O estabelecimento do diagnóstico da dermatomiosite, numa fase inicial, é Difícil de fazer, na medida em que existem muitas patologias com sinais e sintomas gerais muito semelhantes, no entanto, a realização de um exame clínico, a detecção de elevados níveis de enzimas no sangue, que demonstrem a lesão do tecido muscular, e os resultados de exames específicos, como a electromiografia ou a biopsia muscular, costumam ser suficientes para confirmar o diagnóstico da doença. De qualquer forma, como a dermatomiosite tende a estar relacionada com a existência de um cancro, deve ser feita uma investigação adequada a cada caso concreto, com a realização dos exames auxiliares de diagnóstico mais indicados.
Síndroma de Sjögren
A síndroma de Sjögren é uma perturbação inflamatória crônica caracterizada por uma secura excessiva dos olhos, da boca e de outras membranas mucosas. Esta síndrome está frequentemente associada a outros sintomas mais característicos da artrite reumatoide ou do lúpus eritematoso sistêmico. A síndroma de Sjögren é considerada como uma doença autoimune, embora se desconheça a sua causa. É menos frequente que a artrite reumatoide e a sua incidência é maior nas mulheres que nos homens. Os glóbulos brancos infiltram-se nas glândulas que segregam líquido (como as salivares da boca e as glândulas lacrimais dos olhos), o que provoca secura da boca e dos olhos (sintomas clássicos desta síndrome). A síndroma de Sjögren também pode secar as membranas mucosas que revestem o trato gastrointestinal, a traqueia, a vulva e a vagina.
Sintomas
Em alguns casos, só secam a boca e os olhos (complexo seco, síndrome seca). A secura dos olhos pode lesar gravemente a córnea; a falta de lágrimas pode causar lesões permanentes no olho. A insuficiência salivar pode entorpecer o gosto e o olfato, dificultar a comida e a deglutição e causar cáries.
Noutras pessoas são afetados muitos órgãos. A secura da traqueia e dos pulmões pode torná-los mais susceptíveis à infecção, provocando pneumonias. O invólucro do coração pode inflamar-se (pericardite). Os nervos podem sofrer lesões, especialmente os da cara. O fígado, o pâncreas, o baço, os rins e os gânglios linfáticos podem ser afetados. Pode verificar-se uma artrite, que surge em quase um terço das pessoas, afetando as mesmas articulações que a artrite reumatoide; mas a artrite provocada pela síndroma de Sjögren tende a ser mais leve e, em geral, não é destrutiva.
O linfoma, um cancro do sistema linfático, é 44 vezes mais frequente nas pessoas que sofrem da síndroma de Sjögren do que no resto da população.
Diagnóstico
É provável que uma pessoa com secura da boca e dos olhos e uma inflamação articular sofra da síndroma de Sjögren. O médico pode efetuar vários exames para diagnosticar a doença.
Mede-se a quantidade de lágrimas produzidas, colocando uma fita de papel de filtro sob cada pálpebra inferior e observando a porção da fita que se molha (prova de Schirmer). O indivíduo que tem a síndroma de Sjögren pode produzir menos de um terço da quantidade normal. O oftalmologista controlará as possíveis lesões na superfície do olho.
Podem realizar-se muitas provas sofisticadas para avaliar a secreção da glândula salivar. O médico pode solicitar uma gamagrafia ou efetuar uma biopsia das glândulas salivares. As análises de sangue podem detectar anticorpos anormais como os anti-SSB, um anticorpo altamente específico da síndroma de Sjögren.
As pessoas que sofrem desta síndroma apresentam muitas vezes anticorpos mais característicos da artrite reumatoide (fator reumatoide) ou do lúpus (anticorpos antinucleares). A velocidade de sedimentação é elevada em 7 de cada 10 pessoas, e 1 de cada 3 tem um déficit de glóbulos vermelhos (anemia) ou de certos tipos de glóbulos brancos.
Prognóstico e tratamento
O prognóstico depende da capacidade dos anticorpos para lesar os órgãos vitais. Em ocasiões raras verifica-se a morte por pneumonia, insuficiência renal ou linfoma.
Não se dispõe de cura para a síndroma de Sjögren, mas os sintomas podem ser aliviados: a secura dos olhos pode ser tratada com gotas de lágrimas artificiais; uma boca seca umedeça sorvendo líquidos continuamente, mascando pastilha elástica sem açúcar ou mediante o bochecho com um colutório.
Os medicamentos que reduzem a quantidade de saliva como os descongestionantes e os anti-histamínicos, devem ser evitados já que podem piorar a secura. A pilo carpina ajuda a estimular a produção de saliva se as glândulas salivares não estiverem gravemente lesadas. Uma cuidadosa higiene dentária e visitas frequentes ao dentista minimizam a cáries e perda dos dentes. A dor e o inchaço das glândulas salivares tratam-se com analgésicos. A aspirina e o repouso constituem, em muitos casos, um tratamento suficiente para os sintomas articulares, já que são geralmente ligeiros. Os corticosteroides (como a prednisona) administrados por via oral são muito eficazes quando os sintomas resultantes da lesão dos órgãos internos são acentuados.
Esclerose sistêmica progressiva

Definição
Doença generalizada do tecido conjuntivo, representada por espessamento e fibrose cutânea, podendo estar associada a alterações do sistema osteoarticulomuscular e manifestações sistêmicas cardíacas, pulmonares, renais e gastrintestinais.
Etiologia
Esclerose sistêmica progressiva ou esclerodermia é uma patologia crônica de causa desconhecida e ocupa o terceiro lugar em freqüência entre as enfermidades do tecido conjuntivo, depois da artrite reumatóide e do lúpus eritematoso sistêmico. Histopatologicamente ocorre arteriosclerose fibrótica dos vasos periféricos e viscerais, resultante de um processo tanto proliferativo como obliterante, acometendo as artérias de pequeno calibre, arteríolas e capilares; nota-se acúmulos variáveis de tecido colágeno, tanto na pele como em outros tecidos orgânicos, com-binados com a presença de auto-anticorpos específicos (anticentrômero e anti-Scl-70). 40% a 60% dos pacientes com esclerose sistêmica progressiva vão a óbito dentro dos cinco primeiros anos de evolução em conseqüência do comprometimento visceral. Os casos de acometimento limitado têm índice de sobrevida em torno de 70% nos primeiros 10 anos.
Incidência de 10-15 casos novos por ano por milhão de habitantes. Tem predomínio no sexo feminino (relação mulher:homem 3-8:1), ocorre em qualquer faixa etária, porém a idade de início mais freqüente é na quarta e quinta décadas da vida.
Escorbuto

O que é Escorbuto
Escorbuto é uma doença desencadeada pela carência de vitamina C (ácido ascórbico) no organismo.
Sintomas
Seus sintomas são sangramento e inflamação gengival com conseqüente perda dos dentes, inflamação e dor nas articulações, queda de cabelos, entre outros. Esta doença, pode, inclusive, desencadear quadro de anemia, devido a pequenas hemorragias.
Outras informações sobre a doença
Sabe-se que a carência de vitamina C afeta também o tecido conjuntivo, que, além de ser ricamente vascularizado, atua como suporte às paredes dos vasos sanguíneos, do osso, da dentina, da cartilagem, etc.
Doença dos marinheiros
Até o século XVIII, a ocorrência de escorbuto era bastante comum entre os marinheiros, pois estes passavam meses em alto mar sem ingerir frutas e verduras frescas, por este tipo de alimento estragar muito rápido, seu estoque não era garantido. Conseqüentemente os marinheiros ficavam sem fonte de vitamina C e acabavam sendo afetados pelo escorbuto e muitos deles não resistiam e acabavam morrendo.
A partir de 1795 deu-se início a distribuição regular de suco de lima entre os marinheiros da tripulação britânica. Posteriormente, foram introduzidas outras fontes mais ricas em vitamina C do que a lima, como, por exemplo, as laranjas, limões e outrsa frutas cítricas.
Síndrome de Marfan

A Síndrome de Marfan, também conhecida como Aracnodactilia, é uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos. A doença também afeta outras estruturas do corpo, incluindo o esqueleto, os pulmões, os olhos, o coração e os vasos sanguíneos, mas de maneira menos óbvia. Seu nome vem de Antoine Marfan, o pediatra francês que primeiro a descreveu, em 1896.
Indivíduos com esta doença apresentam frequentemente anomalias a nível esquelético, ocular e cardiovascular, entre outras. Muitos dos indivíduos afectados têm alterações das válvulas cardíacas e dilatação da aorta. As complicações cardiovasculares mais importantes em termos de risco de morte são os aneurismas da aorta e as dissecções da aorta. A prevalência é de aproximadamente 1 em 5000 indivíduos
Patologias do tecido ósseo
Osteoporose

Osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas.
Para entender o que acontece, é preciso lembrar que os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas e por outras, os osteoblastos, cuja função de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica por que a mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.
Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo.
Na maioria dos casos, a osteoporose é uma condição relacionada com o envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres depois da menopausa por causa da queda na produção do estrógeno.
Causas e fatores de risco
Entre os fatores de risco que podem levar à osteoporose destacam-se:
* história familiar da doença;
* pessoas de pele branca, baixas e magras;
* asiáticos;
* deficiência na produção de hormônios;
* medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia;
* alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
* baixa exposição à luz solar;
* imobilização e repouso prolongados;
* sedentarismo;
* tabagismo;
* consumo de álcool;
* certos tipos de câncer;
* algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.
Sintomas
A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa. O primeiro sinal pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço por menor que sejam.
As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.
Diagnóstico
A densitometria óssea por raios X é um exame não invasivo fundamental para o diagnóstico da osteoporose. Ele possibilita medir a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose.
Prevenção
Como até os 20 anos, 90% do esqueleto humano estão prontos, medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e fazer exercícios físicos, Na verdade, essas regras devem ser mantidas durante toda a vida.
rincipalmente, a atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.
Tratamento
Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição, antes de propor o tratamento, que deve ter por objetivo evitar fraturas, diminuir a dor, quando existe, e manter a função.
Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizadas de acordo com o quadro de cada paciente. São elas: os hormônios sexuais, os bisfosfanatos, grupo que inclui diversas drogas (o mais comum é o alendronato), os modeladores de receptores de estrogênio e a calcitonina de salmão. A administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos mais graves de osteoporose, e para os intolerantes aos bisfosfonatos.
Recomendações
Sempre é bom lembrar que:
1) a osteoporose não é problema que atinge só as mulheres. Ela afeta também os homens. Nelas, a causa mais comum é a queda na produção de estrógeno depois da menopausa; neles, o índice da massa corpórea abaixo de 20, a falta ou excesso de exercício, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, drogas contra a epilepsia ou imunossupressores usados em transplantes de órgão;
2) a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio como leite, queijos, iogurtes; o cálcio é um mineral indispensável para garantir a recomposição da estrutura óssea;
3) suplementos de cálcio e vitamina D são recomendados para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios, e que apanham pouco sol;
4) caminhar, andar de bicicleta, nadar, correr e, especialmente, exercícios com pesos são fundamentais para manter o tônus muscular e prevenir a osteoporose;
5) os esportes mais indicados para a produção contínua de massa óssea são os que provocam grande tensão muscular. Músculos exercitados e em movimento colaboram para que os ossos fiquem mais fortes e reduzem o risco de quedas e fraturas nas pessoas de idade;
Osteogênese imperfeita
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A osteogênese imperfeita, também conhecida osteogenesis imperfeita, doença de Lobstein ou doença de Ekman-Lobstein, é uma doença que acomete os ossos e que antes era considerada de origem genética, afetando a produção decolágeno, que clinicamente é classificada em quatro tipos, para a qual não existe tratamento médico. No entanto, atualmente é compreendida como um conjunto de alterações genéticas, classificados em pelo menos oito formas diferentes e com crescentes perspectivas com relação ao tratamento.
O uso de técnicas para análise de DNA tem evidenciado a existência de pacientes que, mesmo diagnosticados com a osteogênese imperfeita, não apresentam mutações nos genes responsáveis pela produção do colágeno. Diante desse fato e de outros, essa enfermidade tem sido definida como “a doença dos ossos frágeis”, que pode ser considerada como secundária a qualquer outra condição conhecida.
Grande parte dos portadores dessa enfermidade costuma apresentar inúmeras fraturas, ossos que se curvam e outra duas características marcantes: a esclera (parte branco do olho) azulada e o rosto em formato aproximadamente triangular. Alguns indivíduos também apresentam dentes acinzentados e frágeis, além da ocorrência da dentinogênese imperfeita, e outros, aproximadamente 50% apresentam certa deficiência auditiva devido a problemas nos ossos presentes no ouvido; muitos pacientes também apresentam dificuldade para andar. Nas formas mais graves, há o perigo de sérias complicações de coração e de pulmões, em conseqüência das deformações da coluna e da caixa torácica.
Atualmente a classificação dos pacientes portadores desta doença é feita de acordo com os critérios de Sillence et al, da Austrália, publicados em 1979. Segundo essa classificação, os tipos são:
- Tipo I: pacientes com formas leves, estatura normal, poucas fraturas, sem grandes deformações dos ossos longos e nem dentinogenesis imperfeita.
- Tipo II: é o tipo mais grave e, na sua grande maioria, os pacientes chegam a óbito no período perinatal.
- Tipo III
: típico caso descrito nos livros, de pacientes afetados em grau moderado a grave, fácies triangular, baixa estatura, deformidade dos ossos longos e dentinogenesis imperfeita. - Tipo IV: este grupo é muito heterogêneo, compreendendo o restante dos pacientes, variando não apenas na gravidade, mas também nas características clínicas.
Por meio da utilização de critérios clínicos e histomorfométricos conseguiu-se subclassificar o tipo IV em pelo menos mais cinco tipos.
Com relação à abordagem terapêutica ortopédica, existem três possíveis áreas de atuação:
Medidas de prevenção para a redução do número de fraturas. Tem sido utilizados programas de exercícios, como a hidroterapia.
Tratamento das fraturas, com o uso de gessados ou de braces.
Correção cirúrgica das deformidades, com a utilização de diversas técnicas e diferentes tipos de matérias de implantes para a estabilização esquelética.
Referência
https://drauziovarella.com.br/envelhecimento/osteoartrite/
https://www.tuasaude.com/busca/?s=osteoartrite
https://www.consultormedico.com/consultar-doencas/esclerodermia/esclerose-sistemica-progressiva.html
https://www.todabiologia.com/doencas/escorbuto.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Marfan